Crescimento e desenvolvimento

Marcos do Segundo Ano: O Que Esperar

O bebê que anda cambaleando no primeiro aniversário e a criança cheia de opiniões perto de completar dois anos são, de alguma forma, a mesma pessoinha. Aqui vai um olhar amplo sobre tudo o que costuma mudar entre um momento e outro.

Se o primeiro ano é, em grande parte, sobre um bebê aprender o que o corpo dele consegue fazer, o segundo ano costuma ser sobre uma criança pequena descobrindo quem ela é — e testando isso, em voz alta, em cada oportunidade possível. É um período grande, às vezes exaustivo, de mudanças, e conhecer o formato geral disso pode fazer os momentos mais intensos parecerem um pouco menos caóticos e um pouco mais como exatamente o que deveria estar acontecendo.

Movimento: de andar a correr (e escalar tudo)

Muitas crianças andam de forma independente por volta do primeiro aniversário, embora muitas andem um pouco antes ou depois, e ambos os casos sejam totalmente normais. Ao longo do segundo ano, aquele primeiro passo cambaleante costuma se tornar bem mais confiante. Muitas crianças, em algum momento desse ano, começam a:

  • Andar com mais firmeza, e depois correr, mesmo que pareça um pouco duro com as pernas no início.
  • Escalar móveis, subir escadas e entrar em lugares que fazem o coração dos pais disparar — esse é um impulso muito comum e muito normal em direção à independência.
  • Chutar ou jogar uma bola, com o equilíbrio e a coordenação melhorando aos poucos ao longo do ano.
  • Começar a tentar as escadas, muitas vezes com os dois pés em cada degrau no início, segurando um corrimão ou uma mão.

Comunicação: de um punhado de palavras a frases curtas

A linguagem costuma dar um salto perceptível durante o segundo ano, embora o ritmo varie muito de uma criança para outra. É comum ver um vocabulário pequeno mas crescente se expandir de forma constante, a compreensão continuando a ultrapassar bastante a fala, e combinações simples de duas palavras (“mais suco”, “colo por favor”) aparecendo para muitas crianças em algum momento da segunda metade desse ano. Apontar, gesticular e usar sons com intenção também contam como comunicação de verdade, mesmo antes de as palavras claras chegarem.

Independência e emoções: a era do “eu faço sozinho”

Esse costuma ser o ano em que a personalidade de uma criança se torna inconfundivelmente, às vezes engraçadamente, dela mesma. Padrões comuns nesse período incluem um forte novo impulso para fazer as coisas de forma independente (se vestir, comer sozinha, escolher qual copo usar), preferências e opiniões mais claras sobre, bem, tudo, e — logo ao lado disso — reações emocionais maiores quando essas preferências não são atendidas. Esse também é frequentemente o momento em que a brincadeira paralela começa a aparecer, com crianças brincando perto umas das outras mesmo que ainda não totalmente juntas.

Por que a faixa também é tão ampla aqui

Talvez mais do que qualquer outro período, o segundo ano mostra o quanto o desenvolvimento é realmente individual. O temperamento de uma criança, a ordem de nascimento, o quanto os irmãos mais velhos falam com ela e a simples personalidade moldam o ritmo e a ordem em que essas mudanças aparecem. Uma criança que fala cedo e anda mais tarde, ou o contrário, não é nada incomum — essas áreas de habilidades se desenvolvem de forma um tanto independente umas das outras.

O pediatra acompanha o quadro completo. As consultas de puericultura durante o segundo ano são pensadas especificamente para olhar o desenvolvimento geral do seu filho em movimento, linguagem e crescimento social em conjunto — não um marco isolado. Leve suas perguntas e observações a essas consultas, e levante qualquer coisa antes se estiver te preocupando; é exatamente para isso que elas existem.

Em algum ponto entre os primeiros passos instáveis e a criança que agora tem opiniões firmes sobre meias, uma pessoinha inteira foi se formando em silêncio. É muito para acompanhar — mas também é, do seu jeito caótico, um dos anos mais divertidos de testemunhar.

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Este conteúdo oferece educação geral, não um conselho médico individualizado nem um diagnóstico. Para algo específico sobre você e seu bebê, converse com a sua IBCLC, pediatra ou médico.